Páginas

Mostrando postagens com marcador Fanfic ERIK. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fanfic ERIK. Mostrar todas as postagens

05 março 2012

Fanfic ERIK NIGHT - Capítulo Dois



2



Achei que não conseguiria dormir direito. Aquela novata não saia da minha cabeça! Mas, chegou um momento que caí no sono. Não percebi quando os pensamentos se transformaram em sonho, só lembro que de repente estava parado naquele mesmo corredor escuro, só que Aphrodite não estava lá. Éramos somente eu e a novata.
Eu estava parado no mesmo local em que ela me encontrou com Aphrodite, encostado na parede, sozinho. Assim que me viu, começou a vir em minha direção. Devagar. Seus olhos não se desviavam dos meus. Meu coração se acelerou. Estava ofegante. Ela chegava cada vez mais perto com seus olhos grandes e profundos, seu rosto pálido, sua Marca completa, linda, brilhando em azul safira no meio da testa. Minha vontade era de tocá-la, sentir aquela pele de seda, ir ao seu encontro. Mas não conseguia me mexer, estava hipnotizado, como da primeira vez que nos vimos.
De repente senti algo molhado escorrendo em minha perna. Olhei para baixo e estava sangrando no mesmo local onde Aphrodite havia me cortado com sua unha naquela noite – sonhos são assim, vai entender. Ela seguiu meus olhos para ver o que tinha chamado minha atenção. Quando seus olhos encontraram os meus novamente eles ardiam de desejo. Parecia que ela queria provar de meu sangue. Ela se aproximou mais um pouco, os lábios entreabertos, sua respiração também estava acelerada. Estava tão perto que poderia tocá-la se esticasse minha mão. Aquilo era muito excitante.
Ela deu mais dois passos e parou. Bem perto de mim. Podia sentir o calor que emanava de seu corpo no meu. Ela olhou para minha perna que sangrava com desejo, mas não se mexeu mais. Consegui, finalmente, me mexer e passei os dedos no corte deixando-os cheios de sangue. Sua respiração se acelerava cada vez mais. Passei os dedos sujos com o sangue em meus lábios e me aproximei dela. Seus olhos se fecharam, esperando por meu beijo. Estava a centímetros de sua boca... quando o despertador me acordou.
Acordei assustado. Sentei na cama suando, com o coração disparado, a dor do desejo não satisfeito passando por todo o meu corpo. Quase gritei de frustração. Ainda bem que eu dormia sozinho em meu quarto – ainda não tinham arrumado um novato para dividir o quarto comigo. Ia ser constrangedor acordar desse jeito com alguém olhando e fazendo perguntas.
Suspirei fundo e balancei a cabeça para tentar me livrar do sonho.
– Minha Deusa!
Fiquei sentado na cama por mais um tempo, me lembrando do sonho. Eu ainda estava ofegante.
Levantei em um pulo e fui tomar um banho. Demorei um pouco mais que o normal para ver se me livrava do sonho e me acalmava. Mas sempre que fechava os olhos eram os olhos dela que eu via emoldurando a sua Marca e um calafrio passava por minha espinha. Ia ser difícil me acalmar, então desisti.
Saí do banho, peguei uma toalha e me enxuguei. Coloquei calça jeans uma camiseta preta e um suéter do uniforme e saí do quarto.
Desci para a cozinha do dormitório para tomar meu café da manhã. Não estava com cabeça para nada, então só preparei uma tigela de cereais Frosted Flakes. Geralmente eu preparo um sanduíche ou umas panquecas, mas não hoje. Hoje só me concentrei para comer meus cereais. Os garotos estavam eufóricos, todos conversando, nem perceberam quando não me sentei no meu lugar de sempre. Não queria conversar, ou melhor, não sei se conseguiria me concentrar para responder alguma coisa, então me encostei na pia da cozinha, que era um pouco afastada da mesa onde os meninos conversavam. No começo, com tanta gente falando ao mesmo tempo e eu ainda com o sonho vívido em minha mente, nem prestei muita atenção ao assunto que eles conversavam, era tudo um zumbido só.
– Vocês viram a Marca dela?
– Estava mesmo completa!
– O que será que ela tem? Nunca na história dos vampiros um novato teve a marca completada antes da transformação.
– Isso eu não sei, mas a Marca dela é linda!
Foi esse diálogo que chamou minha atenção. Não sei quem estava conversando e não me virei para ver quem era. Só fiquei prestando atenção ao que eles diziam.
– Cara! A Marca dela é linda mesmo. Mas não é só isso que ela tem de bom. Ela é muito gostosa! Depois que consegui tirar os olhos daquela Marca, fiquei impressionado com outros atributos. – Ele deu uma risadinha.
– É. Isso é verdade. Tá certo que todas as garotas da Morada da Noite são bonitas e gostosas, mas ela está além das expectativas.
Eu tinha reparado que seu rosto era lindo. E os olhos... Ah, que olhos! Mas não tive tempo de ver o resto. Estava hipnotizado por seus olhos. Mas hoje eu tiraria o atraso. Ela realmente tinha alguma coisa para ter chamado tanta atenção assim em tão pouco tempo.
A única garota que tinha conquistado tantos admiradores tão rapidamente tinha sido Aphrodite, e nem foi tão rápido assim. Mas os garotos se desinteressaram um pouco quando viram como ela era e, é claro que eu já estava com Aphrodite antes mesmo que algum deles tivesse tentado alguma coisa. Eles ainda a achavam gostosa, mas de longe. Eram poucos os que ainda tinham coragem em tentar alguma coisa com ela.
– Olha, ela é realmente gostosa, mas o que mais me chamou a atenção foi o seu rosto. Deusa, que rosto! Seus olhos são de uma cor indefinida, entre o castanho e o verde. São lindos.
– E a boca? Aqueles lábios cheios! Deu vontade de morder.
– Alguém se lembra do nome dela?
– Zoey Redbird, se não me engano.
Zoey. Era isso mesmo. Era essa a novata que nossa Morada da Noite estava esperando. Eu havia escutado Neferet falar esse nome para Stevie Rae quando lhe avisou sobre sua nova colega de quarto, mas na hora não prestei muita atenção, por isso havia me esquecido.
Cole e T.J. não estavam exagerando quando disseram que todos já estavam comentando sobre a novata ontem. “Onde estão esses dois que não desceram ainda?”
Foi eu terminar de pensar nos dois que eles apareceram.
– E aí Erick? – Cole me cumprimentou com um tapinha no ombro. – Preparado?
Ele percebeu minha expressão confusa de “preparado para que?” e continuou – Para encontrar com Aphrodite? Hoje você não tem escapatória cara. Por mais que consiga evita-la durante as aulas, temos o Ritual das Filhas e Filhos das Trevas mais tarde, temos que ajudar a arrumar as coisas.
– É cara, você não pode faltar, sabe disso. – T.J. completou.
Por um instante eu achei que eles sabiam de meu interesse por Zoey, mas depois que eles comentaram sobre Aphrodite a ficha caiu.
– Pois é. Acho que nunca estarei preparado para isso. Mas, fazer o quê? Como vocês disseram, hoje eu não tenho como escapar. Bem, vou ter que encarar e ver o que acontece. – Respondi. Só agora me lembrando de Aphrodite e de suas consequências.
– Cara, você sabe que sou seu amigo, mas eu não queria estar na sua pele. – T. J. riu.
– Vai passar. Sei que vou ter alguns problemas ainda, mas um dia Aphrodite encontra alguém melhor do que eu para atazanar, se é que já não encontrou. – Lancei um olhar interrogativo aos dois para ver se eles tinham alguma novidade sobre Zoey.
– É verdade. Com certeza ela já encontrou. Depois do sucesso – Cole ergueu aspas com as mãos ao dizer a palavra sucesso – que a novata fez ontem, Aphrodite com certeza não vai ter muito tempo para pegar no seu pé. Ah, aliás, o nome da novata é Zoey Redbird.
– É, fiquei sabendo. – Eu disse olhando ao redor, para os garotos no refeitório. Eles ainda estavam falando sobre Zoey.
– Como eu disse ontem – T. J. comentou – todos na Morada da Noite estão comentando sobre a novata.
– Percebi. – Suspirei. A concorrência ia ser grande.
– Olha, o papo está bom, mas acho melhor irmos agora se não quisermos nos atrasar para a aula. Quem sabe não temos sorte e encontramos com a novata no pátio. – Cole disse colocando sua tigela de cereal vazia na máquina de lavar.
– É, vamos logo. Já estamos atrasados. – Concordei.

Fomos para nossa primeira aula. Eles estavam conversando sobre fazerem exercícios após o Ritual das Filas e Filhos das trevas, mas eu não estava prestando atenção. Estava pensando em Zoey. Esse nome fez com que meu estômago desse voltas e mais voltas.
Fui interrompido de meus pensamentos no caminho para a aula pela Professora Nolan, nossa professora de teatro. Eu era um ótimo ator. Ganhei a competição mundial de monólogos da Morada da Noite ano passado em Londres. E chamei um pouco a atenção por minha interpretação de Tony na produção de “West Side Story” na Broadway e em Hollywood no semestre passado. A professora Nolan ia começar com os monólogos para os terceiros formandos, e me perguntou se eu poderia fazer uma demonstração para a sua turma no início da aula do terceiro período. Ela me pediu para recitar o monólogo de Otelo, escrito pelo vampiro Shakespeare.
– Claro que posso Professora Nolan. Será um prazer. – Aceitei o convite de imediato. Era sempre bom ter uma plateia.
– Espero por você então. Obrigada Erick, é sempre bom mostrar seu talento para inspirar meus alunos. Pode deixar que aviso seu professor do terceiro período de que você vai se atrasar um pouquinho. – A Professora Nolan respondeu sorridente.
– Obrigado Professora. – Respondi e acompanhei os meninos para a aula.
Minhas duas primeiras aulas passaram sem que eu percebesse. Estava tão perdido em pensamentos que nem vi o tempo passar. Apesar das aulas da Morada da Noite serem totalmente diferentes das aulas que temos nas escolas comuns – aqui não tem nada de geometria ou trigonometria, matérias que eu não gosto nada – e serem muito interessantes, eu não estava conseguindo me concentrar cem por cento. Meus pensamentos insistiam em girar em torno de Zoey e como eu me comportaria na Sala de Jantar quando eu a encontrasse novamente. Pior, como eu me comportaria se por acaso a encontrasse nos intervalos das aulas. Eu não sabia ainda o que fazer. Eu nunca fiquei tão nervoso, nem mesmo quando tinha que apresentar um monólogo em uma competição para centenas de pessoas. E isso era novidade para mim.
Se não fosse por Cole me dizer – Depois me conta das gatinhas da sala da Professora Nolan – teria me esquecido do monólogo que a Professora tinha me pedido para recitar para sua turma.
Segui então para a aula de teatro da Professora Nolan para recitar o monólogo, sempre atento ao meu redor para não ser pego de surpresa caso a novata passasse perto de mim. Andava um pouco de cabeça baixa, dando a impressão de estar concentrado em alguma coisa, mas a verdade é que eu estava com medo. Medo de não saber o que fazer se eu a encontrasse e ela me olhasse com olhos de acusação tipo “Eu sei o que você fez no verão passado”. Tá certo que isso ela não sabia, mas viu o que eu fazia no corredor escuro ontem à noite com Aphrodite e com certeza ela teria a visão errada de mim. “E se ela me olhasse com nojo? Ela tinha toda a razão para fazer isso, caso ela fosse uma menina certinha. Ou, ela podia ser uma cachorra como Aphrodite. Aí, talvez, ela não tivesse se incomodado com a cena que tinha presenciado.” – Os comentários dos meninos na cozinha do dormitório não me ajudaram muito sobre sua personalidade. Teria que descobrir isso sozinho. Meu estômago dava voltas de preocupação e ansiedade. – Ai meu estômago. – Disse a mim mesmo começando a ficar enjoado.
A sala de aula da Professora Nolan era um pouco longe da sala de aula em que eu estava, por isso eu ia chegar um pouco depois da sua aula já ter começado.
Parei à porta da sala, observando os alunos pela janela que todas as portas das salas de aula têm, queria ver se a aula já tinha começado há muito tempo. Para minha sorte os alunos ainda estavam se arrumando em suas carteiras. Isso queria dizer que eu não estava tão atrasado como achava que estava. Corri os olhos pelos alunos para ver quem estava na sala e meu coração parou.
Ela estava nesta aula, procurando uma carteira para se sentar. Parecia tímida. Talvez ela fosse uma boa garota. Diferente de Aphrodite. Mas não tinha como ter certeza somente por achar que ela era tímida.
A Professora Nolan falou com ela.
– Zoey, bem vinda! Sente-se em qualquer lugar.
Ela se sentou ao lado da Elizabeth Sem Sobrenome – que nome esquisito para se escolher. Por um instante fiquei feliz por ela estar ali. Agora veria tudo o que os meninos comentaram com meus próprios olhos e encontraria aqueles lindos olhos novamente. De repente, a ficha caiu. Saí rapidamente da janela da porta para que ninguém me visse e me encostei na parede ao lado de fora da sala. Meu coração disparou, minhas mãos começaram a suar frio. Estava tendo um ataque de pânico.
“Zoey! Ela estava nessa aula! Não! Eu ainda não estou preparado para me encontrar com ela. O que eu vou fazer? O que ela vai pensar de mim? Como ela vai agir quando me vir? Como eu vou reagir a ela?” – Meus pensamentos estavam me deixando cada vez mais enjoado. Meu estômago dava voltas e voltas. Pensei se não seria melhor sair dali e inventar uma desculpa depois para a Professora Nolan. Mas ela saberia que eu estava mentindo. Vampiros sempre sabem. – “Acho que vou vomitar!” – Esse foi meu último pensamento antes de eu começar a respirar fundo e devagar para tentar me acalmar.
 “Acalme-se Erik! Nenhuma garota, por mais bela que fosse, teve tal controle sobre você. Você tem que se acalmar! Você é um ator! Por mais que você esteja nervoso, você sabe atuar. Concentre-se.” – Foi com esse pensamento que eu me acalmei. Eu iria interpretar um papel, isso eu fazia bem. Respirei fundo, algumas vezes, e consegui me acalmar um pouco.
Mais calmo, consegui pensar com mais clareza e percebi que tinha que enfrentar essa ansiedade sem noção. Alguma hora eu iria encontra-la. Morávamos na mesma Morada da Noite! E, pensando bem, essa era a melhor maneira de reencontrá-la depois do acontecido. Com certeza a professora Nolan ia falar bem de mim. Afinal de contas eu era seu aluno preferido.
Ainda estava me recuperando quando ouvi a Professora Nolan falando com os alunos.
– Estamos para começar a escolher os monólogos que cada um de vocês apresentará à turma na próxima semana. Mas primeiro, achei que vocês gostariam de uma demonstração de como se faz um monólogo, então pedi a um talentoso aluno do ano mais avançado para dar um pulo aqui e recitar um monólogo de Otelo, de autoria do antigo escritor vampiro Shakespeare.
Respirei fundo mais uma vez, coloquei minha “máscara” de ator e apareci novamente na janela da porta. A professora Nolan me viu.
– Aqui está ele. Entre, Erik. Como sempre, seu senso de timing está perfeito. Estamos prontos para seu monólogo. – A Professora Nolan me apresentou para a turma e continuou.
– A maioria de vocês já conhece o quinto-formando Erik Night e sabem que ele venceu o concurso de monólogos da Morada da Noite do ano passado, cuja final foi em Londres. Ele também já está gerando buchicho em Hollywood e na Broadway por causa de sua performance como Tony em nossa produção de West Side Story no ano passado. A turma é toda sua Erik. – Ele me disse com um sorriso radiante. Como eu havia pensado, ela fez uma boa propaganda minha. Isso me animou. Agora Zoey conhecia uma qualidade minha.
Subi ao pequeno palco na frente da sala, com um pouco mais de confiança, enquanto a turma me recebia com uma salva de palmas. Eu já sabia onde ela estava sentada, por isso não foi difícil encontra-la quando me virei para falar com a turma.
– Oi pessoal. Tudo bem? – Eu disse diretamente para Zoey. Queria realmente saber se ela, em particular, estava bem. Suas bochechas ficaram levemente mais avermelhadas. “Ela está corando!”. Bem, então ela percebeu que eu estava falando com ela.
Ela era linda. Mais bela ainda do que eu me lembrava, ou mesmo em meus sonhos. Seus cabelos eram pretos e brilhosos como a meia noite adornada com o brilho das estrelas. Seus olhos redondos e um pouco acanhados eram cor de avelã – o garoto na cozinha do dormitório tinha acertado ao dizer que seus olhos eram castanho-esverdeados, mas ele não tinha sido justo ao descrevê-los, eles eram muito mais que lindos, eles tinham um algo a mais que eu não conseguia explicar. Eram hipnotizadores! As bochechas e o nariz tinham um traço forte do povo Cherokee, o que realçava sua individualidade, com certeza ela era uma descendente. E seus lábios. Ah, que lábios. Cheios, cobertos por uma fina camada brilhante de gloss que já estava se acabando, mas mesmo assim bem vermelhos, como cerejas. E, o que chamava mais atenção, sua marca completa. Brilhando em um azul safira incrível, bem no meio de sua testa. Tive que me segurar para não ir até ela naquele momento. Minha vontade de tocá-la era a mesma do corredor, quando a vi pela primeira vez, só que agora era mais forte. Muito mais forte. Usei toda a minha força de vontade para ficar e me lembrar de onde estava. Eu nunca tinha visto garota mais linda, não me admira todos os garotos estarem interessados por ela. Não consegui ver se ela era tão gostosa quanto os meninos no dormitório falaram, pois ela estava sentada, mas só aquele rosto bastava para me tirar o fôlego. Ela parecia uma deusa ancestral.
Não se passou nem um segundo enquanto eu absorvia toda a sua beleza. Recompus-me e continuei conversando com a turma.
– Monólogos aparentemente intimidam, mas o segredo é ter o texto decorado e imaginar que está contracenando com um elenco de vários atores. Finja que não está aqui em cima sozinho, assim. – Comecei com o monólogo de Otelo, imaginando Zoey como Desdêmona. Era fácil demonstrar todo o amor de Otelo por Desdêmona quando colocava Zoey em seu lugar. Eu me imaginei amando-a e percebi como isso seria fácil. Amá-la seria fácil demais.
Terminei o monólogo olhando diretamente nos olhos de Zoey.
Ela me amou pelos perigos que passei
E eu a amei por ter se revelado compassiva.
Seus olhos me hipnotizaram novamente. De repente era só ela que existia, mais nada. Não tinha mais sala de aula, nem professora, nem outros novatos. Não tinha mais ninguém no mundo. Um calafrio percorreu o meu corpo. Tive que me concentrar outra vez para não ir até ela e a agarrar ali mesmo, na frente de todo mundo.
Sorri e toquei os lábios gentilmente lhe mandando um beijo discreto. Ela também estava me olhando de uma forma profunda, como se estivéssemos conectados. Mas eu estava fazendo um monólogo, não estava? Para quem mais ela poderia estar olhando? Porém, ela parecia estar um pouco mais corada do que no começo da aula. Fiz uma mesura e terminei de me apresentar. Tinha que sair dali. Estava perdendo a razão.
Os novatos aplaudiram e isso me ajudou a sair do transe hipnótico de seus olhos. Eu tinha que sair de lá antes que fizesse alguma bobagem.
Saí enquanto a Professora Nolan pedia aos alunos que escolhessem um monólogo que significasse alguma coisa para eles. Virei para dar mais uma olhada em Zoey. Para minha surpresa, ela também me olhava. Sua expressão parecia ser de interesse, mas eu devia estar imaginando coisa. Ou ela só estava interessada em ver bem o rosto daquele que ela tinha flagrado no corredor. Com certeza ela tinha me reconhecido. Mas eu ainda tinha uma pontinha de esperança de que ela estivesse interessada em mim.
Quando ela percebeu que eu a tinha flagrado me espiando, seu rosto corou novamente. Sorri para ela, olhando mais uma vez naqueles olhos lindos, não consegui evitar.
Não esperei para ver se ela sorriria de volta. Fiquei com medo. Afinal de contas, ainda não sabia o que ela pesava de mim. Abri a porta e saí da sala.

Continua...

05 fevereiro 2012

Fanfic ERIK NIGHT - Capítulo Um



1

Estávamos escondidos em um corredor. Estava escuro, mas eu não tinha problemas em enxergar no escuro. Eu já estava cansado de Aphrodite, mas o que ela fazia comigo... Era difícil me controlar.
Namoramos por um tempo, mas agora era só um caso. Nós já tínhamos terminado fazia uns meses, mas ela insistia em me encontrar e me puxar para esses lugares escuros e escondidos. É claro que era difícil resistir, mas hoje eu não estava no clima. Ela já estava me cansando. Eu realmente iria dar um basta hoje – por mais que eu gostasse das coisas que ela fazia comigo, de hoje não passava. Ela ia ter que entender que eu não a queria mais.
– Pare! – eu disse.
– Você não quer que eu pare! – Aphrodite disse com uma voz sexy. Ela estava ajoelhada em minha frente, estava desabotoando minha calça. Deusa, como eu podia resistir? Ela era muito gostosa! Mas eu não aguentava mais seus jogos.
Eu sei que sou bonito, sempre tive muitas meninas aos meus pés, na verdade, nunca tive que correr atrás de menina nenhuma, elas é que sempre correram atrás de mim e eu sempre tive a menina que eu quisesse.
Com Aphrodite não foi diferente, ela me quis assim que colocou seus olhos em mim e nem tive que fazer esforço. Segundo as meninas da Morada da Noite, eu sou o novato mais gostoso daqui (não que eu já não sabia disso). E isso era o que bastava para Aphrodite. Ela não me quis por gostar de mim, mas sim por status. Ela não aceita menos que o melhor. E, como eu sou algo “desejável” por todas as garotas, ela tinha que me ter para ela.
É lógico que eu também não sou tonto. Aphrodite é uma das meninas mais gatas e gostosas dessa Morada da Noite, além de ser a líder das Filhas das Trevas – uma posição de muito prestígio na Morada da Noite – e estar em treinamento para ser uma Grande Sacerdotisa. Eu também a queria pelo mesmo motivo, status. Só que ela vinha com algumas vantagens a mais, como ser supergostosa e nada santa.
Mas quando eu tenho algo, não gosto de dividir. Sou um pouco possessivo. Ela entende isso como ciúmes, mas o caso é mais como “o que é meu ninguém tasca”. Eu nem gosto de Aphrodite tanto assim e nunca gostei a ponto de ter ciúmes. Se não fossem as vantagens e prazeres que ela me proporciona, teria terminado há muito tempo atrás. Tá certo que, por enquanto, nenhuma outra menina me interessava, mas quase todas as garotas da Morada da Noite eram bonitas e gostosas. E eu podia conseguir qualquer uma delas, mas não sabia ainda se iria atrás de alguma delas ou se ficaria sozinho por um tempo. Bem, o que com certeza eu sabia, era que não dava mais para ficar com Aphrodite, eu não a aguentava mais.
Aphrodite não é muito discreta e gosta de atenção. E para isso, ela fica com muita intimidade e agarração com outros garotos. Não que ela beije os outros garotos ou tenha me traído. Isso não. Se isso tivesse acontecido com certeza eu teria terminado na mesma hora. Mas ela tinha que conversar com eles de perto, relar em seus braços, mandar beijinhos, essas coisas. E isso realmente me irrita. Como eu já disse, não sou de dividir. E não gosto de mulher minha se engraçando pra cima de outros caras. Eu até que aguentei por bastante tempo.
Nosso relacionamento já deu o que tinha que dar, e eu não a queria mais. Já fazia meses que estava tentado fazê-la entender. Mas eu sabia que essa missão era quase impossível, ela nunca foi rejeitada antes, assim como eu. Por isso, ela estava insistindo tanto naquele corredor escuro.
– Quero sim! Levante-se! – Eu disse entredentes. Por mais que eu quisesse que ela parasse e entendesse que nosso namoro acabou, ela sabia o que fazer para me deixar excitado.
– Você gosta disso; sabe que gosta. Assim como sabe que me quer! – Ela quis dizer isso de uma forma sexy, mas eu percebi o rancor e desespero em sua voz. Ela me furou a coxa com sua unha afiada por cima de meus jeans, e o sangue começou a escorrer.
– Não! – Estava ficando cada vez mais difícil resistir e minha voz saiu um pouco surtada – quando provamos sangue, a sensação é muito prazerosa, eu já sabia o que esperar se ela me provasse e assim seria mais difícil resistir. Apesar de ainda sermos novatos e o sangue, por enquanto, não nos ser tão apetitoso como se fôssemos vamps, a sensação ainda assim era boa, era excitante demais. Segurei seus ombros com firmeza tentando afastá-la de mim.
– Ah, pare de fingir – ela riu de forma sarcástica. – Você sabe que sempre estaremos juntos. – E assim que terminou de falar, ela passou a língua no corte.
A sensação desse simples gesto me fez estremecer de prazer, mas eu tinha que ser forte, tinha que resistir.
– Chega! – Eu ainda segurava seus ombros, afastando-a, mas sem machuca-la, queria realmente que ela parasse. – Não quero te magoar, mas você está realmente começando a me aborrecer. – Realmente não queria machuca-la, mas se ela continuasse insistindo eu a empurraria mais forte e ela cairia de bunda no chão! – Por que você não entende? Não vamos mais fazer isso. Eu não te quero.
– Você me quer! Você sempre vai me querer! – Ela disse com uma voz superior. Então, começou a abrir o zíper de minhas calças.
Eu ergui os olhos para poder me concentrar, e me acalmar, e com um sobressalto percebi que estávamos sendo observados. Olhei nos olhos da garota que estava parada na entrada do corredor e algo estranho aconteceu. Eu me perdi em seu olhar. Ela tinha os olhos mais profundos que eu já tinha visto, eles me prenderam na hora. De repente nada mais existia, só eu e ela. Esqueci totalmente de Aphrodite e da cena que estava protagonizando com ela.
Então, algo mais me chamou a atenção. Algo brilhava em azul safira no meio de sua testa. Ela tinha sua Marca completa! Como poderia ser? Ela não era mais velha do que eu, isso eu tinha certeza, e seus olhos grandes e redondos estavam tão assustados que eu podia jurar que ela era uma novata – apesar de eu nunca tê-la visto na Morada da Noite antes. Ela podia ser alguma visitante ou professora nova, mas isso também não pareceu se encaixar. Se ela fosse uma vampira não teria parado e ficado observando, teria vindo nos dar uma bronca. E ela era muito nova pra ser uma vampira.
De repente me lembrei de que estávamos esperando uma novata chegar à Morada da Noite. Poderia ser essa a novata? Mas, por que sua Marca estava completa? Isso nunca tinha acontecido, uma novata com sua Marca completa.
Mas isso não era o principal. Ela era linda! Tudo nela me chamava para mais perto. Eu estava hipnotizado. Tinha que chegar até ela. Comecei a dar o primeiro passo quando a voz de Aphrodite me tirou do transe.
– Você não me quer? Não é o que parece agora – ela disse maliciosamente, é claro que eu estava excitado, que homem não ficaria? De repente me lembrei de onde estava e o que aquela novata estava testemunhando.
– Não! – Respondi rapidamente para Aphrodite – que ainda estava tentando sugar mais de meu sangue – empurrando com força seus ombros para poder chegar até a novata. Eu precisava chegar até ela, me explicar. Ela não podia me julgar pelo que estava vendo, eu não queria estar ali. Eu nem estava mais com Aphrodite, estava ali só para tentar fazer com que ela entendesse isso. De uma vez por todas!
A novata começou a se afastar de mim. “Espere”, pensei, “deixe-me explicar”. Mas a única palavra que conseguiu sair de minha boca foi – Não! – Coloquei toda minha emoção nessa única palavra, olhando dentro de seus olhos, ainda hipnotizado. Queria que ela percebesse que eu estava falando com ela, que eu não queria estar ali, que o que ela estava vendo era um erro! Que eu queria que ela me esperasse! Eu podia explicar!
Aphrodite percebeu meu pequeno movimento e a mudança no tom de minha voz. Olhou para mim e viu que eu estava olhando para o outro lado. Então, começou a procurar o que tinha atraído minha atenção, quase que rosnando para o que a tinha atrapalhado.
Então a novata se virou e correu.
Aphrodite viu que tínhamos sido flagrados, mas não se deixou abalar. Continuou tentando abaixar minhas calças para que pudesse terminar o que tinha começado. Mas depois que meus olhos se perderam no olhar da novata, meu corpo esfriou, e eu não queria outra coisa a não ser ela.
Empurrei Aphrodite e fechei minhas calças. Ela me olhou com raiva, mas percebeu que não ia conseguir mais nada de mim e colocou-se em pé.
– Chega Aphrodite! Nós não estamos mais juntos. O que tenho que fazer para você entender isso? Eu me cansei de seus jogos. Podemos ser amigos, se assim você ainda quiser, mas não vou continuar com esse relacionamento. Esses encontros escondidos no escuro.
– Não precisa se abalar desse jeito só porque uma novata ridícula e sem noção estava no lugar errado, na hora errada e acabou nos atrapalhando. Deixe eu te acalmar e continuamos de onde nós paramos. – Ela tentou me beijar e eu a segurei pelos ombros.
– Aphrodite – respirei fundo e continuei falando com uma voz baixa e calma, olhando nos seus olhos – não há mais “nós”. Acabou. Se você não quiser que sejamos amigos tudo bem, eu entendo. Mas eu não vou continuar a me encontrar com você, não vou mais beijar você e nem vou deixar você beber meu sangue novamente. Eu. Não. Te. Quero. Mais. – Disse as últimas palavras pausadamente, para ver se ela entendia dessa vez.
– Você sabe que me pertence Erik Night. Você sabe muito bem disso! Não quero sua amizade, isso é óbvio. Eu quero mais. Se você acha que acabou, está muito enganado. Você não vai se livrar de mim tão facilmente! Ninguém me dispensa sem enfrentar consequências. Ninguém! – Enquanto ela falava senti vários calafrios passarem por minha espinha. Ela não estava brincando. Então ela me deu um beijo suave nos lábios, jogou seus cabelos pra trás e saiu. Eu fiquei ali por um tempo, sem conseguir me mexer.
Aphrodite sabia ser muito malvada e assustadora. Eu estava ciente disso e percebi o tom de ameaça em sua voz. Eu iria ter muitos problemas se a dispensasse de uma vez por todas. Com certeza as consequências seriam muito severas – outro calafrio passou por minha espinha. Durante esses últimos meses não estávamos mais juntos, mas ela ainda exercia um domínio sobre mim, e acabávamos ficando às escuras, escondidos. Mas hoje eu tinha decidido dar um basta. E foi o que eu fiz.
Eu já sabia que terminar com Aphrodite não seria fácil e que as coisas iriam ser complicadas daqui pra frente. Mas eu já tinha pensado nisso antes de me perder naqueles olhos grandes e redondos da novata, e já tinha decidido que ia enfrentar as consequências. Agora, mais do que nunca, eu tinha certeza do que queria. E não era Aphrodite. Eu queria a novata. E pagaria qualquer consequência para consegui-la.
Respirei fundo três vezes e saí para a noite enluarada da Morada da Noite na esperança de encontrar a novata de olhos tão profundos novamente e ver aquela marca completa, linda e brilhante em azul safira.
“E se eu a encontrar? O que vou fazer? Será que ela vai me reconhecer? O que ela vai pensar de mim após ter presenciado aquela cena deplorável? Será que ela sequer falaria comigo depois do que viu? Será que ela me deixaria explicar?” – Não conseguia acalmar meus pensamentos.
Sem saber direito o que faria se a encontrasse novamente, resolvi ir direto para o dormitório dos garotos – na Morada da Noite os dormitórios dos garotos e garotas eram separados. Estava quase na hora do jantar, mas eu não ia me arriscar a encontrar a novata logo após o que ela tinha presenciado.
– Vou dar um tempo para ela. Vai que ela se esquece do que viu. Nosso primeiro dia na Morada da Noite é tão confuso, com tantas informações que talvez ela se esqueça de minha cena com Aphrodite. Talvez ela nem tenha me visto direito e nem me reconheça. Ah, a quem estou querendo enganar. É claro que ela me viu. O melhor é me esconder e amanhã resolver o que eu faço. – Murmurei pra mim mesmo enquanto seguia para o dormitório. Parei de falar comigo mesmo, vai que alguém me escutasse, mas não calei meus pensamentos.
“O que está acontecendo comigo? Nenhuma garota me fez sentir isso antes. E eu só a vi por alguns segundos! O que essa garota tem de diferente das outras além de ser uma novata com sua Marca completa? E eu nem a vi direito! (Com certeza o escuro não me incomoda, eu até que enxergo bem, mas naquele canto estava muito escuro, eu não enxergo tão bem assim). Nem sei se ela é realmente bonita Vai que eu enxerguei errado.” – Não. Ela era bonita, isso eu tinha certeza. Eu só estava tentando arrumar uma desculpa para parar de pensar nela.
“Provavelmente ela nem é legal.” – Continuei tentando achar desculpas para mudar meus sentimentos. Mas não resolveu. Eu não deveria julgá-la. Principalmente depois do que ela me viu fazendo. Ela é que teria todo o direito de pensar as piores coisas sobre mim. – “Ai Deusa, eu nunca fiquei tão perdido! E agora estou indo me esconder. Desde quando me tornei um covarde? Geralmente eu vou ao encontro das garotas e não me escondo delas!” – Meus pensamentos estavam muito confusos. Eu não queria admitir que essa novata, que eu mal tinha visto direito, tinha mudado todo o meu mundo de repente. Nunca senti isso por garota alguma. Nunca fiquei pensando em uma garota como estava pensando nessa. E, principalmente, nunca me escondi de garota nenhuma. Mas, eu queria que ela gostasse de mim. Tinha esperanças. Queria que ela fosse diferente das outras garotas com quem fiquei. Que ela fosse legal. E não só um rosto bonito e uma esnobe.
Entrei no dormitório dos meninos de cabeça baixa, concentrado em meus pensamentos. Fui para a cozinha pegar alguma coisa para comer. Fiz um sanduíche, peguei um pacote de pretzels e um refrigerante. Não estava com fome, mas estava nervoso, e comer me acalma. Depois fui para a sala de TV ver o que estava passando, provavelmente iria ficar sozinho durante toda a hora do jantar, então resolvi colocar um filme para me distrair.
Enquanto escolhia que filme ia assistir escutei uns garotos descerem as escadas conversando. Eles estavam falando sobre a novata. Eram T.J. Hawkins e Cole Clifton, dois amigos meus. Eles a tinham visto no pátio com Neferet.
– Não vai jantar Erik? – Cole me perguntou assim que me viu na sala com minha comida.
– Hoje não. Vou ficar por aqui e descansar um pouco. Talvez assistir a um filme.
– Você está se sentindo bem? – Cole perguntou. Reconheci o nervosismo na pergunta. Os novatos que não conseguiam passar pela transformação começavam com sintomas de cansaço. Eles estavam preocupados de eu estar rejeitando a transformação.
– Estou bem sim. Obrigado pela preocupação. Só não quero mais ver Aphrodite essa noite. Ela já me cansou demais por um dia. – Tratei de arrumar logo uma desculpa para que a preocupação deles desaparecesse. E essa não era totalmente uma mentira. Eu realmente não queria me encontrar com Aphrodite. Mas não ia de jeito nenhum contar que a verdadeira razão de não estar indo jantar era por estar com medo de a novata me reconhecer e me ignorar, ou me olhar com nojo.
– Ah. Com certeza essa é uma boa razão. Ela ainda está pegando no seu pé, né? – T.J. perguntou.
– Pois é. Não consigo fazê-la entender que acabou. Mas acho que hoje, finalmente, tive sorte. Ela não reagiu muito bem com o término definitivo. Com certeza eu ainda vou ter problemas.
– Bem, boa sorte pra você! – Cole disse rindo.
– Obrigado. – Respondi desanimado.
– Ah, cara. Você ficou sabendo da novata?
– Não. Ela chegou? Essa demorou para chegar, foram o quê? Cinco dias desde que anunciaram que uma novata estaria chegando à Morada da Noite? – Menti e fiz minha cara de mais desinteressado que pude.
– Acho que foi mais ou menos isso. Parece que ela sofreu um acidente, e quando chegou aqui, sua Marca estava completa. Dá para acreditar!? Isso nunca aconteceu antes. Que bizarro! Vamos ver se descobrimos alguma coisa a respeito no refeitório. – Cole me contou cheio de curiosidade e interesse em sua voz. – E cara, ela é muito gostosa! – Ele deu ênfase no muito. – Nós a vimos andando com Neferet para o dormitório das meninas.
– Aphrodite que se cuide, essa novata vai dar o que falar, além de linda e gostosa, ainda tem a sua Marca completa. A Morada da Noite inteira não para de falar dela. O pessoal estava no pátio quando ela chegou com Neferet. – T.J. disse rindo. – Não quero nem ver. Tomara que ela saiba se defender. Eu que não queria estar na pele dela. – Pois é, todos sabíamos como Aphrodite era. Se a Morada da Noite já estava comentando antes mesmo de a novata se instalar, Aphrodite não ia gostar nada disso. Tomara que ela não tenha percebido que foi ela quem nos interrompeu no corredor mais cedo.
– Ei. Não quis ser chato nem nada. Eu sei que Aphrodite foi sua namorada, mas você sabe como ela é. Não falei nenhuma mentira. – T.J. completou depois que viu minha cara de preocupação. Ele deve ter entendido que eu tinha achado ruim ele falar assim de Aphrodite.
– Sinceramente T.J.! Não estou nem aí para Aphrodite. Como disse, ela me cansou. Acabou. Só fiquei preocupado com a novata. Com certeza ela vai ter problemas com Aphrodite, já que vocês estão dizendo que a Morada da Noite inteira já está comentando sobre ela.
– Pois é. Ela que se cuide.
– Bem, vamos logo comer T.J., estou com fome. – Cole reclamou.
– É. Vão jantar. Se descobrirem alguma coisa interessante me contem depois.
– Pode deixar! Até mais. – Cole respondeu abrindo a porta do dormitório. T.J Só balançou a cabeça e saiu atrás dele.
– Até. – Eles saíram e eu fiquei sozinho.
Agora que Cole e T.J. comentaram, lembrei dos detalhes da novata que a Morada da Noite estava para receber. Ela dividiria o dormitório com aquela garota de Oklahoma que falava com um sotaque engraçado, Stevie Rae. Stevie Rae tinha uma turma bem legal, mas não eram muito populares. Seria interessante conhece-los melhor.
“Talvez essa novata seja legal. Muito difícil, mas, quem sabe? Está na hora de eu mudar de postura na Morada da Noite. Agora que – pelo menos assim eu espero – estou livre de Aphrodite, eu possa ser o cara que eu realmente sou, sem ter que me importar com o que os outros pensam. Mas isso é utopia. Até parece que Aphrodite vai desistir assim tão fácil! Eu que me prepare para as “consequências” que certamente virão.” – Esses pensamentos me preocuparam um pouco. Não por mim, eu já estava acostumado com Aphrodite, mas com a novata. Se o que Cole e T.J. disseram fosse verdade, e eu não duvidava nada, essa novata ia ter problemas grandes com Aphrodite. E se por acaso eu tivesse sorte e ela correspondesse meus sentimentos, ela teria mais problemas ainda por ficar comigo. – Caso eu tenha a sorte de isso acontecer, eu a defenderei. Sempre estarei ao seu lado. E que a Deusa me ajude, pois eu vou precisar. – Sussurrei pra mim.
Desisti de assistir um filme. Sentei no sofá e coloquei na MTV, nem prestei atenção no que estava passando. Terminei de comer, me levantei e fui para o meu quarto, pensando, é claro, na novata.

12 janeiro 2012

Fanfic ERIK NIGHT - Capa e Sinopse


Sinopse:
Erik Night era considerado o cara mais gostoso da Morada da Noite de Tulsa. Além de ser muito bonito, ele ainda era muito talentoso, ganhou o concurso de Monólogos da Morada da Noite em Londres. Ele também namorava a Líder das Filhas e Filhos das Trevas, Aphrodite, a qual todos desejavam. Na verdade, esse relacionamento estava acabado, pelo menos para Erik.
Mas sua vida estava prestes a mudar. Uma novata muito especial acaba de ser Marcada e vai morar na Morada da Noite de Tulsa. Seu mundo vira de cabeça para baixo. Tudo o que ele já sentiu por uma menina nem se comparava ao que ele estava prestes a sentir por essa novata.
Acompanhe a estória de Erik Night em Marcada nesta fanfic de House of Night.