Galera, só tô passando aqui pra lembrar que o lançamento nacional de Destinada é hoje! Corram, e comprem o de vocês! Eu já comprei o meu!
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15 fevereiro 2012
07 fevereiro 2012
Destinada - Capítulo um.
Aurox.
A carne do humano era macia, suculenta.
Foi uma surpresa o fato de ter sido tão fácil destruí-lo e fazer o seu coração parar de bater.
- Leve-me para o norte de Tulsa. Eu quero sair à noite – ela disse. Foi com essa ordem que a noite deles começou.
- Sim, Deusa – ele respondera instantaneamente, saindo cheio de vida do canto da varanda no topo do prédio no qual ele tinha sido feito.
- Não me chame de Deusa. Chame-me... – ela parecera contemplativa. – Sacerdotisa – seus lábios carnudos, rubros e brilhantes se curvaram em um sorriso. – Acho que é melhor se todo mundo me chamar simplesmente de Sacerdotisa, pelo menos por um breve período.
Aurox cruzou sua mão em punho sobre o peito, fazendo um gesto que ele instintivamente sabia ser de um tempo antigo, embora, de algum modo, achasse aquilo estranho e forçado.
- Sim, Sacerdotisa.
A Sacerdotisa passara rápido por ele, gesticulando imperiosamente para que ele a seguisse.
E ele a seguira.
Ele havia sido criado para segui-la. Para receber suas ordens. Para obedecer aos seus comandos.
Então, entraram em uma coisa que a Sacerdotisa chamara de carro, e o mundo voara. A Sacerdotisa ordenou que ele entendesse o funcionamento daquilo.
Ele observara e aprendera, como ela tinha mandado.
Pararam e saíram do carro.
A rua tinha um cheio de morte, podridão, depravação e imundície.
- Sacerdotisa, este lugar não...
- Proteja-me! – ela respondeu rispidamente. – Mas não seja protetor! Eu sempre vou aonde quero, quando quero e faço exatamente o que quero. É o seu trabalho, ou melhor, o seu propósito, derrotar os meus inimigos. E criar inimigos é o meu destino. Observe. Reaja quando eu ordenar que você me proteja. Isso é tudo o que eu exijo de você.
- Sim, Sacerdotisa – ele disse.
O mundo moderno era um lugar confuso. Tantos sons inconstantes. Tanta coisa que ele não conhecia. Ele faria como a Sacerdotisa ordenara. Ele iria cumprir o propósito para o qual foi criado e...
Um homem deu um passo para a frente, bloqueando o caminho da Sacerdotisa.
- Você é bonita demais para estar aqui neste beco tão tarde só com um garoto para te acompanhar – os olhos dele se arregalaram quando ele viu as tatuagens da Sacerdotisa. – Então, vampira, você deu uma parada aqui para usar esse garoto como um lancinho, é? Que tal você me dar essa bolsa e então eu e você vamos falar como é estar com um homem de verdade, hein?
A Sacerdotisa suspirou e pareceu entediada.
- Você está errado em ambas as suposições: eu não sou simplesmente uma vampira e ele não é um garoto.
- Ei, o que você quer dizer com isso?
A Sacerdotisa ignorou o homem e olhou por sobre o ombro para Aurox.
- Agora você deve me proteger. Mostre-me que tipo de arma eu comando.
Ele a obedeceu sem pestanejar. Aurox se aproximou do homem sem hesitar. Com um movimento rápido, Aurox cravou seus polegares nos olhos arregalados do homem, o que fez a gritaria começar.
O pavor do homem o inundou, alimentando-o. Tão simplesmente quanto respirar, Aurox inalou a dor que ele estava causando. O poder do medo do homem se dilatou dentro dele, latejando quente e frio. Aurox sentiu suas mãos se endurecendo, mudando, tornando-se algo mais. O que eram dedos normais viraram garras. Ele as puxou dos olhos do homem quando o sangue começou a vazar dos ouvidos dele. Com o poder emprestado da dor e do medo, Aurox levantou o homem, e o arremessou com força contra o muro do prédio mais próximo.
O homem berrou de novo.
Que excitação maravilhosa e terrível! Aurox sentiu mais ondulações de transformações pelo seu corpo. Meros pés humanos tornaram-se patas de diabo. Os músculos de suas pernas se engrossaram. Seu peito inchou e rasgou a camiseta que ele estava usando. E o melhor de tudo, Aurox sentiu os chifres grossos e mortais que cresceram na sua testa.
No momento em que três amigos de homem correram para o beco para ajudá-lo, ele tinha parado de gritar.
Aurox deixou o homem na sujeira e se virou para se colocar entre a Sacerdotisa e aqueles que acreditavam que poderiam causar algum mal a ela.
- Que merda é essa? – o primeiro homem chegou correndo e parou de repente.
- Nunca vi nada parecido com isso – disse o segundo homem.
Aurox já estava absorvendo o medo que começava a irradiar deles. Sua pele pulsava com aquele fogo frio.
- Aquilo são chifres? Ah, merda, não! Tô fora! – o terceiro homem se virou e correu por onde tinha vindo. Os outros dois começaram a se afastar devagar, com os olhos arregalados, em choque e olhando fixamente.
Aurox se virou para a Sacerdotisa.
- Qual é a sua ordem? – em alguma parte distante da sua mente, ele ficou surpreso com o som da sua voz, em como ela tinha ficado tão gutural, ao bestial.
- A dor deles deixa você mais forte – a Sacerdotisa pareceu satisfeita. – E diferente, mais feroz – ela olhou para os dois homens em retirada e o seu carnudo lábio superior se levantou em um riso de escárnio. – Não é interessante? Mate-os.
Aurox se moveu tão rapidamente que o homem mais próximo não teve nenhuma chance de escapar. Ele espetou o peito do homem com seus chifres e o levantou, fazendo ele se debater, berrar e sujar as próprias calças de medo.
Isso deixou Aurox ainda mais poderoso.
Com uma forte sacudida de cabeça, o homem espetado voou para a parede e depois para o chão, encolhido e silencioso, ao lado do primeiro homem.
O outro homem não fugiu. Em vez disso, ele pegou uma faca longa e de aparência perigosa e arremeteu contra Aurox.
Aurox fez uma finta para o lado e então, quando o homem se desequilibrou, ele pisou com força com sua pata sobre o pé dele, rasgando o seu rosto enquanto o homem caía para a frente.
Com a respiração ofegante, Aurox olhou os corpos dos seus inimigos derrotados. Ele se voltou para a Sacerdotisa.
- Muito bem – ela disse sem emoção na voz. – Vamos sair deste lugar antes que as autoridades apareçam.
Aurox a seguiu. Ele andou pesadamente, suas patas escavavam sulcos no beco sujo. Fechou suas garras em punho ao seu lado, enquanto tentava compreender a tempestade emocional que fluía pelo seu corpo, levando com ela o poder que havia alimentado o seu frenesi de combate.
Fraco. Ele se sentia fraco. E mais. Havia algo mais.
- O que é? – ela perguntou de modo ríspido quando ele hesitou antes de entrar no carro de novo.
Ele balançou a cabeça.
- Não sei. Eu me sinto...
Ela gargalhou.
- Você não sente absolutamente nada. Você obviamente está pensando demais nisso. Minha faca não sente. Meu revólver não sente. Você é minha arma; você mata. Lide com isso.
- Sim, Sacerdotisa – Aurox entrou no carro e deixou o mundo ficar para trás em ritmo acelerado. Eu não penso. Eu não sinto. Eu sou uma arma.
- Por que você está parado aqui olhando pra mim? – a Sacerdotisa perguntou a ele, encarando-o com seus gélidos olhos verdes.
- Eu aguardo as suas ordens, Sacerdotisa – ele respondeu automaticamente, pensando em como era possível que ele a tivesse desagradado. Eles tinham acabado de voltar para a cobertura no alto do majestoso edifício chamado Mayo. Aurox havia andado até a varanda e simplesmente ficara ali parado, em silêncio, olhando para a Sacerdotisa.
Ela expirou o ar com força.
- Eu não tenho nenhuma ordem para você neste momento. E você precisa ficar sempre me encarando?
Aurox olhou para longe, focando nas luzes da cidade e em como elas brilhavam de modo atraente contra o céu da noite.
- Eu aguardo suas ordens, Sacerdotisa – ele repetiu.
- Ah, por todos os deuses! Quem iria imaginar que o Receptáculo criado para mim seria tão idiota quanto bonito?
Aurox sentiu a mudança na atmosfera antes que as Trevas se materializassem da fumaça, da sombra e da noite.
- Idiota, bonito e mortal...
A voz ressoou na sua cabeça. O enorme touro branco tomou forma diante dele. Seu hálito era fétido, ainda que doce. Seu olhar era horrível e maravilhoso ao mesmo tempo. Ele era mistério, magia e caos juntos.
Aurox se ajoelhou na frente da criatura.
- Levante-se e vá lá para trás... – ela balançou a mãe, dispensando-o com um gesto em direção às sombras do canto mais distante da varanda.
- Não, prefiro que ele fique. Eu tenho prazer em observar minhas criações.
Aurox não sabia o que dizer. Essa criatura comandava a sua atenção, mas a Sacerdotisa comandava seu corpo.
- Criações? – a Sacerdotisa colocou uma ênfase especial no final da palavra enquanto ela se movia languidamente em direção ao touro corpulento. – Você sempre cria presentes como esse para os seus seguidores?
A risada do touro foi terrível, mas Aurox percebeu que a Sacerdotisa não se sobressaltou nem um pouco – em vez disso, ela parecia ser atraída cada vez mais para perto do animal gigantesco enquanto ele falava.
- Que interessante! Você está mesmo me questionando. Você está com ciúmes, minha cara impiedosa?
A Sacerdotisa acariciou os chifres do touro.
- Tenho motivos para estar?
O touro a acariciou com seu focinho. Onde ele tocou a Sacerdotisa, a seda do vestido dela se enrugou, expondo a carne macia e nua que estava por baixo.
- Diga-me, qual você acha que é o propósito do meu presente a você? – o touro respondeu à pergunta da Sacerdotisa com outra pergunta.
A Sacerdotisa piscou e balançou a cabeça, como se estivesse confusa. Então o olhar dela encontrou Aurox, ainda ajoelhado.
- Meu mestre, o propósito dele é proteção, e eu estou pronta para o que você ordenar para agradecer.
- Eu vou aceitar suas deliciosas oferendas, mas eu devo explicar que Aurox não é só uma arma de proteção. Aurox tem um propósito, que é criar o caos.
A Sacerdotisa inspirou profundamente, em choque.
- Verdade? – ela perguntou com uma voz suave e reverente. – Através dessa única criatura eu posso comandar o caos?
Os olhos brancos do touro pareciam a lua se pondo.
- Verdade. Ele é, de fato, uma única criatura, mas seu poder é vasto. Ele tem a capacidade de deixar o desastre no seu rastro. Ele é o Receptáculo, que é a manifestação dos seus sonhos mais profundos, e eles não são o mais completo e absoluto caos?
- Sim, ah, sim – a Sacerdotisa suspirou as palavras. Ela se inclinou contra o pescoço do touro, acariciando seu dorso.
- Ah, e o que você vai fazer com o caos agora que ele está sob o seu comando? Você vai botar abaixo as cidades dos humanos e governar como rainha vampira?
O sorriso da Sacerdotisa era bonito e horrível.
- Rainha não. Deusa.
- Deusa? Mas já há uma Deusa dos vampiros. Você sabe muito bem disso. Você esteve a serviço dela.
- Você quer dizer Nyx? A Deusa que permite que seus subordinados façam escolhas e tenham vontade própria? A Deusa que não intercede porque acredita com tanta força no mito do livre-arbítrio?
Aurox achou que podia ouvir um sorriso na voz da besta e ficou imaginando como isso era possível.
- Sim, eu me refiro a Nyx, Deusa dos vampiros e da noite. Você usaria o caos para desafiá-la?
- Não. Eu usaria o caos para derrotá-la. E se o caos ameaçar a estrutura do mundo? Nyx não iria intervir e desafiar suas próprias regras para salvar seus filhos? E fazendo isso a Deusa não iria rescindir a sua lei que concede livre-arbítrio aos humanos e trair a si mesma? O que acontecerá então ao seu divino reinado se Nyx mudar o que ele está destinado a ser?
- Eu não posso dizer, já que isso nunca aconteceu antes – o touro bufou como se estivesse se divertindo. Mas é uma questão surpreendentemente interessante, e você sabe o quanto eu gosto de ser surpreendido.
- Eu apenas espero poder continuar a surpreendê-lo muitas e muitas vezes, meu mestre.
- Apenas é uma palavra tão pequena... – o touro disse.
Aurox continuou ajoelhado na varanda muito tempo depois de a Sacerdotisa e o touro terem partido, deixando-o de lado e esquecido. Ele ficou onde havia sido deixado, encarando o céu.
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Bom galera, esse foi o primeiro capítulo de Destinada! Meu nome é Talita e eu sou uma das calouras escolhidas pra talvez, futuramente, integrar a equipe do blog HoNBr. Qualquer coisa, podem contar comigo. o/
13 janeiro 2012
Destinada
Galera, tudo bem?
Essa é a capa de Destinada, o próximo volume de House of Night. O livro será lançado no dia 15 de Fevereiro, e já está em pré-venda na Saraiva e na Novo Século. Reservem o de vocês, eu já reservei o meu!
13 agosto 2011
09 agosto 2011
Capa de Destined
Olá galera, tudo bem?
A PC publicou em seu blog a capa de "Destined", o próximo volumo da série House of Night. Eu amei a capa! O que vocês acharam?
Ah, e esse na capa não é o Stark, é o Aurox!
(Spoiler Despertada: Aurox é o Heath, quando reencarna no corpo do escudeiro que a Neferet ganhou do touro branco no último livro).
14 junho 2011
Novidade de Destined
Olá pessoal, tudo bem?
Tenho uma ótima notícia! Parece que Destined será lançado no dia 25 de Outubro deste ano. PC Cast disse que já escreveu por volta de 200 páginas. A capa do livro deve sair no Verão (dos EUA). Vamos aguardar por mais notícias!
10 maio 2011
Atualização do Blog da PC Cast - Destined e o Novo Personagem!
Olá pessoal,
Hoje eu entrei bem cedinho para ver o que tinha de novo e adivinha o que eu achei? A PC divulga que Destined/Destinada não será o último livro da série e que ela ainda não sabe ao certo quantos serão! E ainda trouxe mais uma novidade, que é o novo personagem da série! Para saber mais leiam o resto!
Postagem!
NEW HoN Character! Ooooh!

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